Como reduzir custos logísticos no e-commerce

como reduzir custos logísticos no e-commerce

Saber como reduzir custos logísticos é um dos principais desafios enfrentados por e-commerces de todos os portes. Para se ter uma ideia, apenas o estoque e o manuseio já representam 37,4% dos gastos desse setor, é o que mostra um levantamento realizado em 2015 pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

O desafio fica cada vez maior à medida que o volume de pedidos aumenta e os recursos para expedição não acompanham esse crescimento. Para evitar que esse problema atinja o seu negócio, listamos algumas estratégias capazes de otimizar a sua operação.

Como reduzir custos logísticos: estratégias indispensáveis

 

1.Conheça quais são os seus custos logísticos

Antes de iniciar qualquer planejamento que mire a redução dos custos logísticos de uma empresa é preciso conhecê-los a fundo e entender o que compõe esse montante. Só assim é possível pensar em como enxugá-los devidamente e de uma maneira que não comprometa o rendimento do negócio. Os três pilares do processo logístico são:

– Armazenagem
– Estoque
– Transporte

É deles que são consumidos os maiores recursos de uma organização e também é neles que é preciso se debruçar, já que a partir de uma cuidadosa análise fica possível iniciar um planejamento para enxugar gastos.

2. Inclua o cliente nas decisões do modelo de negócio

Outro passo que deve ser tomado logo no início da otimização de custos é o de entender exatamente a sua demanda, inclusive em períodos sazonais e datas comemorativas. Isso está diretamente ligado ao comportamento dos seus clientes, por isso é importante levá-los em consideração na hora de tomar decisões sobre mudanças em processos que visem a redução de custos.

De acordo com Paulo Oliveira, consultor da SCAMBO Consultoria, a partir do momento que você dá atenção às necessidades e desejos do cliente é possível aumentar a fidelização, flexibilizar operações e abrir espaço para ganhos operacionais.

“Se, por exemplo, o frete é uma questão para viabilizar venda e há soluções que podem baratear a entrega, mas dependem da participação do cliente, porque não trazê-lo para decidir junto? É possível dividir regiões a atender em dias específicos, ganhando densidade de pedidos, sugerir prazos mais longos para facilitar a negociação com prestadores de serviço e, ainda, solicitar pontos alternativos de entrega ao cliente, que estejam mais próximos a regiões já atendidas. Enfim, o objetivo aqui é viabilizar a entrega a quatro mãos. Você e seu cliente juntos”, enfatiza ele.

3. Negocie com seus fornecedores

Embora muitos e-commerces não levem em consideração o cálculo do custo de estoque, é importante considerar que até o processo de picking dos pedidos gera custos, uma vez que envolve comunicação, expedição de produtos, recepção de mercadorias e todas as etapas relativas ao despacho de uma encomenda para o cliente.

O custo de processamento do pedido se torna ainda mais crítico em lojas virtuais que dependem de apenas um fornecedor ou que trabalham com o modelo Just in Time. Isso porque, embora os custos de armazenagem sejam reduzidos, podem ocorrer dois efeitos adversos:

1. A margem de segurança para imprevistos no processo é muito pequena, o que aumenta o risco de estoque.

2. O tempo de processamento do pedido (lead time) é muito longo e pode não compensar para o cliente, dependendo do tipo de produto comercializado.

Quer a sua loja trabalhe com o modelo Just in Time ou com estoques sempre disponíveis, a negociação com fornecedores é uma etapa essencial para reduzir custos logísticos e otimizar a sua operação, já que isso tem impacto direto na precificação dos produtos.

Não leve em consideração somente preços mais competitivos com diversos fornecedores e o custo dos produtos, mas também avalie o custo do frete. Você verá que muitos fornecedores que a princípio pareciam vantajosos podem perder lugar para outros que oferecem entregas mais rápidas ou mais baratas.

4. Tenha mais de uma opção transportadora para as suas entregas

Ficar refém de contratos com apenas uma transportadora é o caminho inverso de quem quer economizar e ter qualidade, já que a empresa fica condicionada aos preços, prazos e condições daquela parceira. É recomendado, nesse caso, aderir a mais de uma opção e garantir flexibilidade e margens para negociação.

Se a preocupação é com os múltiplos contratos, na Mandaê as empresas têm acesso a uma ampla oferta de transportadoras reunidas em um único documento. A melhor opção entre elas é apresentada a partir da utilização de algoritmos inteligentes que a seleciona de acordo com o SLA, prazo, modalidade de envio e região do destinatário.

5. Adote novos formatos de entrega

O frete de entrega é uma das etapas mais custosas na logística e, muitas vezes, é o que resulta no abandono de carrinho. Para evitar situações assim e acompanhar as tendências do mercado, é preciso avaliar a implementação de novos formatos de entrega, que reduzem não só custo, mas também tempo e aumentam a praticidade e qualidade do serviço. Entre os formatos estão os lockers, pick-up store e pick-up point, que estão sendo amplamente usados nos Estados Unidos e vêm ganhando espaço no Brasil por meio de empresas como Magazine Luiza e Americanas.

6. Abrace o avanço da tecnologia

Investir em novas tecnologias pode demandar gastos significativos a curto prazo, mas trazer muitos ganhos a longo prazo.

Para manter um negócio rentável e ter uma empresa forte diante da concorrência é preciso deixar velhos hábitos para trás e abraçar novos recursos.

Com a aplicação da tecnologia é possível operar meios existentes de forma mais eficiente. Com isso, obtêm-se custos mais baixos e prazos mais competitivos.

Observe o dia a dia da sua empresa, analise em quais etapas o lead time está mais longo quando na verdade poderia ser reduzido ou onde ocorre mais gaps no processo. Dessa forma você identifica em quais atividades a tecnologia seria melhor aplicada para gerar economia e ganhos efetivos.

  • Sistema Warehouse: também conhecido como WMS, o sistema warehouse ajuda a controlar a rotina do estoque a partir de sua gestão e otimização. Entre as vantagens da adoção desse sistema estão a redução com custos de armazenagem e mão de obra, além do tempo de espera.
  • ERP: o benefício de um sistema ERP vai além da área logística e se estende a toda empresa. Ele é responsável por integrar todos os setores e garantir que a troca de informações entre eles seja feita com rapidez e precisão. Assim, é possível identificar e prever o volume de vendas e programar etapas do estoque e transporte para suportar a demanda.
  • TMS: próprio para a gestão de transporte, o sistema TMS auxilia as empresas no controle das entregas e na notificação de ocorrências, fazendo dos envios uma etapa mais assertiva e menos custosa.
  • Etiquetas RFID: uma versão mais moderna dos famosos códigos de barra, as etiquetas RFID ajudam o gerente logístico a conferir à distância a situação dos itens em estoque. Isso traz não só rapidez ao processo, mas também evita prejuízos ocasionados por roubos, avarias e vencimentos.

 

7. Preveja as demandas

Ao adotar os sistemas de tecnologia para ajudar no controle das áreas, é possível prever demandas de mercado com mais antecedência e precisão. Isso evita que a empresa seja surpreendida por grandes altas ou baixas do mercado e perca recursos durante essa movimentação.

8. Otimize as rotas de entrega e controle o gasto das transportadoras

Outra área beneficiada pelo avanço da tecnologia é a de transportes. Ao adotar softwares de controle para criar rotas inteligentes, as entregas são feitas em um menor tempo e percorrendo uma distância também menor. Esse planejamento é feito por meio de cálculos que envolvem a distância a ser percorrida, os endereços das entregas a serem feitas e o melhor caminho para ser utilizado, o que gera não só mais eficiência para essa etapa logística, como também mais economia de recursos.

Outro ponto que esses softwares ajudam a controlar é o gasto das transportadoras. Seu uso é capaz de apresentar o índice de consumo do combustível e sinaliza a hora de fazer reparos na frota para evitar gastos não previstos com manutenções emergenciais.

9. Defina um processo de expedição e recepção de mercadorias

De nada adianta adotar um sistema de ERP se o processo de expedição não for definido. Depois de integrar todos os processos, é necessário mapear o processo de expedição existente para adotar melhorias:

• Quem é o responsável pela expedição e recepção das mercadorias.

• Quais são os dias e horários de coleta e entrega da transportadora/serviço de logística.

• Que espaço é destinado à tarefa de receber e expedir pedidos e à armazenagem de mercadorias e insumos.

• Quais são os materiais envolvidos, como impressora de etiquetas, mesas, computador, material de empacotamento e embalagens, por exemplo.

Uma boa maneira de mapear o processo de expedição é utilizar a ferramenta SIPOC para entender quais são todos os passos envolvidos, além das implicações e impactos do processo de expedição. Mapear processos pode ajudar a entender o que pode ser melhorado porque fornece uma visão geral.

Quando bem estruturados, os processos de expedição são capazes de reduzir custos logísticos porque definem um parâmetro para o despacho de pedidos e podem diminuir o lead time dos pedidos e a incidência de logística reversa por divergências nessa etapa.

10. Reduza os custos de estoque

Custos de estoque envolvem todas as despesas embutidas no processo de aquisição de mercadorias, estoque, armazenagem e, eventualmente, a expedição de produtos. Esse custo é composto por três componentes que se desdobram em diversas subcategorias e podem ser cruciais para reduzir custos logísticos:

• Custo de pedido/processamento: custos de pedido podem ter impacto na redução de custos logísticos porque costumam depender de negociações com fornecedores e processos bem definidos de recebimento e expedição de mercadorias.

• Custo de manutenção: envolve todos os gastos que a empresa tem com mão de obra, inventário, estoque parado, espaço físico, aluguel e impostos, por exemplo. A representatividade dos custos de manutenção pode variar entre 18% e 75% de todos os custos de estoque. Isso vai depender do modelo de gestão de estoque adotado pelo e-commerce. O custo de manutenção de estoque se desdobra em outros quatro componentes: custo de capital, custo de risco, custo de armazenagem e custo dos serviços de estoque.

• Custo de falta: o custo de falta abrange todas as despesas que incorrem quando há falta de itens após o pedido do cliente, como envios emergenciais, extravios ou substituição de fornecedores.

Nessa etapa, o mais importante é entender o seu modelo de negócio para reduzir custos logísticos de forma inteligente. Por exemplo, não faria sentido eliminar o estoque e adotar práticas Just in Time em um e-commerce que fabrica ou produz as mercadorias que vende.

Nesse caso, dependendo do volume de pedidos, o aumento do lead time refletiria no custo de processamento do pedido e a reversão do cenário exigiria o investimento em mão de obra para a fabricação dos produtos. Note que sempre que mexer em um componente, as consequências serão sentidas em outra ponta. Por isso, é preciso analisar todas as implicações de uma decisão e os cenários possíveis para reduzir custos logísticos.

Outra maneira de otimizar a gestão do estoque e reduzir custos é fazendo uso da Curva ABC para classificar os itens do espaço de acordo com sua relevância. Eles são separados pelas classes A, B e C para mostrar quais têm maior valor agregado, quais têm alto giro e devem ser repostos frequentemente e quais não têm grande saída e devem ser comprados em pequenas quantidades.

+ Como calcular corretamente os custos de estoque

11. Reduza a cubagem para evitar cobranças adicionais

“O que pesa mais: 1kg de chumbo ou 1kg de algodão?”

Provavelmente você já ouviu esse “desafio” em algum momento da sua vida. Para a logística, a resposta depende do volume que cada um desses itens embalados ocupa no veículo de transporte, o que é chamado de cubagem.

Vamos voltar à pergunta lá de cima. Se um e-commerce envia 1kg de algodão em uma caixa com dimensões de 50cm e outra loja envia 1kg de chumbo em uma caixa com 10cm de dimensões, qual seria a precificação mais justa para os dois embarcadores?

A resposta é um coeficiente definido pela International Air Transport Association (IATA):

Cubagem: Peso (em kg) x Dimensões (em cm) ÷ 6000

Esse cálculo será o peso cúbico da sua encomenda e a maioria das transportadoras considera o maior valor encontrado para a relação. Ou seja, se a cubagem for maior do que o peso, é esse fator que será considerado – e vice-versa.

No entanto, diminuir custos logísticos por meio da redução de cubagem pode ser possível se a sua loja virtual:

• Evitar enviar produtos montados se estes puderem ser desmontados.

• Utilizar caixas que se aproximem do tamanho das encomendas.

• Medir as dimensões e o peso dos seus produtos para calcular a cubagem.

• Avaliar o tipo de peso cobrado nas tabelas dos seus fornecedores (cubado ou real).

+ Como a cubagem pode influenciar a precificação do frete

12. Adote pensamentos estratégicos

As encomendas estão sendo separadas de acordo com a região de envio? Como estou organizando o espaço do meu estoque? Meus caminhões estão circulando com a capacidade máxima e de maneira otimizada?

Fazer questionamentos frequentemente sobre o andamento da operação é o caminho para mantê-la sempre estratégica e adequada às necessidades do negócio. Isso faz com que não só os processos estejam sempre alinhados, mas também que os custos sejam revistos sempre que observadas as divergências.

13. Acompanhe os resultados

Os indicadores de desempenho (KPIs) são usados para ter controle sobre os resultados dos processos implementados e se as ações estão sendo, ou não, eficazes. Eles ajudam a identificar forças, fraquezas e oportunidades dentro do setor para que, posteriormente, elas possam ser trabalhadas e ajudem na redução de custos e otimização de processos. Entre as principais métricas logísticas estão o custo do estoque e do frete, que mostram o quanto a empresa está investindo para manter seus produtos armazenados e o quanto é gasto com o transporte deles até o consumidor.

Como reduzir custos logísticos com a Mandaê

 

O serviço Freedom, da Mandaê, facilita os processos logísticos dos varejistas que fazem remessas diárias de produtos e já contam com uma equipe de empacotamento próprio, mas precisam ter uma operação mais eficiente com redução efetiva de custos operacionais.

A marca de moda feminina Fashion Closet integrou a logística de seu marketplace com a Mandaê e obteve economia significativa de tempo para os funcionários se dedicarem a outras atividades.

A Doce Malu, doceria do setor atacadista com mais de 30 anos no mercado, também pôde reduzir custos logísticos ao terceirizar a entrega de encomendas com o serviço Freedom, da Mandaê.

A cada 100 produtos enviados com a Mandaê, a Doce Malu consegue despachar sete encomendas a mais pelos mesmos valores que gastava com outra empresa de logística. Da média mensal de 700 pedidos da doceria, são aproximadamente 50 envios de vantagem trabalhando com a Mandaê, o que no final de um ano representa quase 600 envios “de graça”, economia de quase um mês com fretes.

Além dos bons resultados econômicos, a contratação do Freedom foi a solução encontrada pela empresa para combater diversas insatisfações.

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