Negócios

Como garantir a saúde financeira do seu negócio com o capital de giro

Postado por Mandaê

Atualizado em dezembro 2, 2021 por Agencia Chili

A maioria dos motivos de falência das empresas está relacionada à falta de organização e planejamento financeiro. Diante disso, o capital de giro tem um papel fundamental no controle de fluxo de caixa e no funcionamento saudável da empresa.

Confira os principais pontos de atenção que podem ser otimizados para que seu negócio consiga ser autossuficiente e não seja necessário recorrer a empréstimos – mas se for preciso, também apresentamos dicas para você não ficar no escuro nessa situação.

O que é capital de giro

Capital de giro é o total disponível em caixa que a empresa tem para, a partir dele, arcar com todas as despesas financeiras do negócio e se manter rentável. Ou seja, trata-se dos bens que a empresa dispõe que podem ser convertidos em dinheiro a curto prazo.

Diferente do que chamamos de capital fixo, que diz respeito a imóveis, máquinas e equipamentos, os chamados itens “físicos”, necessários para o funcionamento da empresa, o capital de giro compreende os gastos com matéria-prima, estoque, pagamento de funcionários e fornecedores, os gastos fixos e impostos.

Isso quer dizer que o capital de giro está diretamente ligado à saúde financeira da empresa e, por isso, é de extrema importância saber como calculá-lo e administrá-lo para manter seu fluxo alto.

Como calcular o capital de giro

Para o cálculo do capital de giro, há uma fórmula simples e que pode ser adotada em qualquer negócio:

capital-de-giro-como-calcular

Sendo que:

• CGL: refere-se ao capital de giro líquido e a todos os recursos, seja em maior ou menor peso, que devem ser controlados para que o empreendedor não tenha surpresas com resultados negativos.

• AC: diz respeito ao ativo circulante. São aplicações financeiras, como dinheiro em caixa, bancos, contas a receber, entre outros.

• PC: refere-se ao passivo circulante, ou seja, aquilo que você tem a pagar, como empréstimos, fornecedores, contas de consumo de recursos, entre outros.

A diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante será o capital de giro do seu negócio. A partir disso, cabe ao gestor tomar as devidas ações para garantir o equilíbrio da empresa.

Ao estar ciente sobre as suas finanças e o valor disponível no capital de giro, você terá muito mais controle sobre o seu negócio. Com isso, você poderá:

• Identificar os melhores períodos para fazer compras e os melhores prazos para pagar.

• Manter as contas em equilíbrio com o faturamento da empresa.

• Suprir outras necessidades que demande gastos, como atividades operacionais.

• Aumentar o faturamento ao longo do tempo.

Como fazer a administração do capital de giro corretamente

A má administração do capital de giro resulta em recursos insuficientes para arcar com todos os gastos da empresa, situação que leva empresários a recorrerem a instituições financeiras para solicitar empréstimos, ato que, a curto prazo traz um certo alívio para o caixa, mas dependendo da negociação, é mais um fator que pode prejudicar a margem de lucro da empresa no futuro.

O ideal é se prevenir e adotar boas práticas que minimizem os impactos financeiros e garantam um fluxo alto de capital, como:

• Diminuir os prazos de pagamento: leve em consideração que, quanto menor for o seu prazo de recebimento das vendas, maior será a capacidade de pagamento das contas da empresa.

Mas, apenas diminuir os prazos para o comprimento de pagamento dos clientes pode prejudicar a sua posição diante da concorrência, por isso, aposte em alternativas como campanhas de pagamento à vista, descontos para pagamento em boleto ou débito, entre outros.

• Cortar custos: tenha em mente que despesas demandam cortes e reajustes constantes. Gerencie de perto as finanças da empresa e elimine despesas desnecessárias sempre que observá-las. Dessa forma você reduz o passivo circulante e consequentemente aumenta o capital de giro.

• Controlar o histórico de inadimplentes: há duas formas de minimizar o impacto da inadimplência: a preventiva e a corretiva.

Na preventiva cabe ações que visam evitar o problema, como a análise de perfil do cliente no momento do checkout. Há ferramentas antifraude que ajudam nesse processo. Mas, se notar um alto índice de inadimplência mesmo dispondo de um sistema para essa checagem, vale a pena avaliar a mudança para uma que apresente mais variáveis e garanta uma análise mais eficiente do perfil do consumidor.

No controle corretivo, é importante ter uma política bem definida para contatar, negociar e reaver os valores atrasados ou não pagos pelos clientes. A agilidade nesse ponto é crucial para garantir o recebimento e manter o fluxo alto do capital de giro.

• Negociar com fornecedores: alinhe prazos melhores com seus fornecedores. Sempre tente aumentar o período para pagamento, o que você paga hoje em 30 dias, barganhe 45 dias, e assim por diante, para ter mais tempo de receber o valor das suas vendas sem correr riscos.

• Administrar o giro de estoque: um dos maiores problemas no e-commerce surgem do desequilíbrio entre vendas e compras dos produtos, por isso, é imprescindível analisar de perto e calcular corretamente o giro de estoque. A partir daí, você consegue ter uma previsão de vendas mais precisa e tem mais facilidade para administrar o inventário e não deixar produtos encalhados no estoque. Isso impacta diretamente o caixa da empresa e garante mais controle na operação da loja.

• Melhorar a margem de lucro (mark up): outra alternativa para obter mais segurança financeira é através do aumento da margem dos produtos, o que gera um maior lucro, melhorando o resultado final.

Para evitar que esse aumento seja percebido pelo consumidor gerando prejuízo nas vendas, mas ao mesmo tempo garantir que o ajuste traga melhoria para a sua empresa, aposte na negociação com os fornecedores e em otimizações na operação do negócio.
[xyz-ihs snippet=”post-capital-de-giro-banner-material”]

Capital de giro para empresas: como recorrer a instituições para obter um financiamento

Citamos anteriormente que não é indicado recorrer a empréstimos, mas sabemos que essa é uma prática muito comum e em alguns momentos é a única saída encontrada para os negócios.

Esse recurso pode ser usado para pagamento de salários ou outras obrigações recorrentes, estocagem de inventário em temporadas de alto fluxo de vendas quando não houver dinheiro suficiente para isso, ou ainda, para cobrir despesas inesperadas.

Por isso, confira a seguir algumas práticas para ajudar nessa tarefa.

1. Identificação da necessidade

Você fez o cálculo do capital de giro, identificou um fluxo baixo e mesmo aplicando todas as alternativas listadas no post não conseguiu chegar a um equilíbrio financeiro saudável. Imagine que, nesse caso, você precisa de recursos para investir em um aumento de infraestrutura interna da sua empresa e não vê outra saída que não seja a de pedir um empréstimo para o banco.

É importante ter claro o valor necessário e para qual finalidade ele será empregado. No exemplo citado acima, ele será investido na ampliação do espaço da empresa.

2. Busca da instituição financeira

As condições de custo, prazo e limite de pagamento podem variar muito de banco para banco, por isso, analise qual oferece as melhores soluções para a sua empresa, visando as necessidades identificadas no passo 1.

3. Legalidade da empresa

Depois de escolher uma instituição, lembre-se que a sua empresa também vai ser avaliada, então certifique-se de que a situação legal esteja dentro das conformidades.

4. Elaboração do plano de negócio

A melhor forma de convencer o banco sobre a sua necessidade é elaborando um plano de negócios claro e objetivo, com base nas informações do passo 1 e do passo 2.

5. Pedido de financiamento

Com tudo pronto, basta entregar a documentação exigida e o plano de negócio à instituição financeira. Em seguida, sua solicitação será analisada e você receberá o retorno sobre a aprovação ou não do financiamento.

Sabendo o que é, como calcular e administrar o capital de giro, fica mais fácil agir com um planejamento eficaz para gerir o seu negócio de maneira eficiente.

Leia também: Pós-venda como estratégia de fidelização de clientes

    Ao assinar a newsletter da Mandaê, declaro que conheço a Política de Privacidade e autorizo a utilização das minhas informações.

    Gostou? Compartilhe!