Descubra como as etiquetas RFID podem otimizar a logística da sua empresa

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As etiquetas RFID chamam a atenção do mercado por serem uma alternativa ao uso dos códigos de barras usuais. É possível utilizá-las para tornar mais dinâmica e simples a identificação e o controle de produtos que entram e saem de estoque, já que a tecnologia identifica diversos itens de uma vez e permite fazer leituras a uma distância maior.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Automação mostrou que quase 81% das mercadorias que circulam no país contam com código de barras e 91,6% das empresas que vendem diretamente ao consumidor final consideram o seu uso positivo. Um dos principais retornos está na gestão do negócio, pois 88% consideram que a tecnologia de identificação facilita a administração.

Se o uso dos códigos de barras tradicionais já surte grande efeito sobre o comércio, as etiquetas RFID têm tudo para melhorar ainda mais aspectos como:

  • Aumento da eficiência da cadeia de abastecimento
  • Redução da perda de vendas
  • Melhora do relacionamento com os consumidores: mais controle e mais satisfação
  • Gerenciamento do estoque em tempo real

Não por acaso, a varejista americana Macy’s decidiu implantar a etiqueta RFID em suas mercadorias, melhorando a precisão no inventário de estoque.

Neste post, reunimos informações sobre essa tecnologia, com pontos favoráveis e desfavoráveis, para você se considerar se é uma boa opção para seu negócio.

O que são etiquetas RFID e como funcionam

 
Etiquetas RFID (Radio Frequency Identification), também conhecidas por Identificação por Rádio Frequência, são dispositivos de identificação e rastreamento através de um pequeno sinal de radiofrequência.

Sua estrutura básica é bem simples: uma antena, responsável por captar informações, e um microchip, que é capaz de armazenar dados. Ambos são protegidos por um transponder, também conhecido como tag, composto por um material de plástico ou silicone, que pode ter diversos formatos.

O primeiro grande feito com essa tecnologia ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, quando as forças britânicas utilizaram a etiqueta RFID para distinguir aviões amigos de inimigos. Atualmente é utilizado no dia a dia em cartões de aproximação para o acesso a prédios e transportes públicos ou aplicado em livros e outros objetos para evitar furtos.

Na logística das empresas, essa etiqueta ajuda no controle mais ágil e preciso do estoque e do processo de expedição, o que, consequentemente, contribui com toda a cadeia de suprimentos. Confira mais detalhes a seguir.


Vantagens e desvantagens da etiqueta RFID

 
Para identificar se é válido aplicar o sistema RFID em sua empresa, listamos abaixo as principais vantagens e desvantagens dessa tecnologia.

Vantagens:

  • Alta capacidade de armazenamento, leitura e envio dos dados.
  • Detecção de informações e contagem instantânea de diversos itens ao mesmo tempo, mesmo com o leitor RFID a uma certa distância do produto.
  • Durabilidade e possibilidade de reutilização das etiquetas.
  • Agilidade no processo de expedição.
  • Prevenção de roubos ou falsificações de mercadorias.
  • Melhoria no controle de estoque.

 

Desvantagens:

  • Custo elevado em relação aos sistemas de código de barras. Cada etiqueta RFID custa nos EUA cerca de 25 centavos de dólar, na compra de um milhão de chips. No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Automação, esse custo sobe para 80 centavos ou até um dólar a unidade.
  • Aumento no preço final do produto, pois a tecnologia RFID não depende somente da etiqueta, mas sim de uma estrutura completa.
  • O alcance das antenas depende da tecnologia e frequência usadas, podendo variar de poucos centímetros a alguns metros, dependendo da existência ou não de barreiras como, por exemplo, metais, que são materiais condutivos.

Diferenças entre etiquetas RFID e código de barras

 
Código de barras: é um código impresso sobre a superfície de uma etiqueta. Não pode haver nada entre ele e o leitor e ambos precisam estar estáticos para a efetuação da leitura. É possível ler apenas um código de barras por vez, a leitura precisa ser feita a curta distância e tem baixa velocidade. Não atende necessidades de detecção e rastreabilidade dos produtos. Por se desgastarem ou ficarem ilegíveis rapidamente, possuem uma vida útil relativamente curta.

Consequentemente, o ritmo de produtividade do seu negócio acompanha as limitações desse recurso. Por outro lado, o sistema de código de barras permite a digitação caso haja a impossibilidade de leitura, isso porque o código está impresso na etiqueta.

Etiquetas RFID: o código fica gravado no chip, possibilita a leitura sem contato com o objeto e pode ser lido através de madeira, plástico, papel tecido, entre outros materiais. O sistema pode ler várias etiquetas simultaneamente, com maior distância e maior velocidade, o que resulta em maior produtividade. A única forma de ler o código sem a antena é tê-lo impresso em sua superfície.

O uso mais avançado de etiquetas RFID depende muito de automação de diversos processos internos, como movimentação de materiais por esteiras e check points que fazem a leitura das etiquetas para a armazenagem ou distribuição de mercadorias.

Ou seja, um dos principais pontos positivos é que não há necessidade de parar o fluxo de materiais para que uma pessoa faça a leitura das etiquetas, portanto, uma das aplicações mais comuns das etiquetas RFID é otimizar o fluxo de produtos com uma acuracidade de informações muito maior do que se teria com códigos de barras normais.

Esse é outro exemplo da tecnologia RFID aplicado a grandes empresas:

Já no exemplo abaixo é possível observar que essa tecnologia tem se adaptado a modelos de negócio menores. Com apenas um leitor e um aplicativo no celular é possível ter essa solução ao seu alcance. Em uma simples busca na internet você encontra diversas soluções adaptáveis ao seu negócio.

Tipos de etiquetas RFID

 
Existem três tipos de etiquetas RFID:

Etiqueta passiva

 
As etiquetas RFID passivas são as mais comuns devido à sua simplicidade. Elas não possuem bateria e alimentam seus circuitos através das ondas eletromagnéticas emitidas pela antena do leitor. Sendo assim, não podem iniciar nenhuma comunicação por conta própria e funcionam a curta distância, características essas que as tornam mais baratas e com maior vida útil.

Etiqueta semipassiva

 
O funcionamento deste tipo de identificador fica entre o passivo e ativo, pois apesar de possuir uma bateria, ela só serve para alimentar os circuitos internos e não para criar um novo sinal de radiofrequência para o leitor. É semelhante ao identificador passivo porque depende do sinal do leitor para se comunicar, mas possui alimentação interna como o identificador ativo.

Etiqueta ativa

 
A etiqueta ativa possui uma fonte de energia própria tanto para alimentar seu circuito quanto para fornecer a troca de informações.

Esse tipo de funcionamento permite a realização de tarefas mais complexas, tem maior capacidade de armazenamento de dados e suporta componentes externos como sensores ou outros dispositivos semelhantes.

Devido a essa maior complexidade, possui tamanho e custo mais elevados.

Como a tecnologia RFID pode agilizar processos da logística interna

 
A logística interna refere-se a todo o processo de recebimento, estocagem, controle e distribuição dos produtos do seu e-commerce. Com a tecnologia do RFID é possível contar as mercadorias com nível de acerto muito maior, além de agilizar essa etapa.

Diante de um processo que necessita de um funcionamento tão orquestrado, qualquer interrupção do fluxo de produtos pode ocasionar rupturas e, com isso, prejudicar o atendimento às demandas. Dependendo da área onde está inserida a empresa, a importância das atividades de logística interna podem aumentar, uma vez que determinados ramos de negócio exigem controles mais minuciosos.

Por isso, a logística interna deve dispor de um nível de identificação apurada, que possibilite o controle e rastreabilidade dos produtos. É nesse sentido que a utilização de meios de identificação, como a tecnologia RFID, torna-se mais importantes a cada dia.

Como escolher a etiqueta RFID correta para o seu negócio

 

 1. Objetivo

 
Para cada modelo de negócio há uma solução RFID que se encaixa melhor de acordo com os tipos de etiquetas listados anteriormente (passiva, semipassiva e ativa).

Analise o mapa da sua operação e identifique as necessidades de otimização. Por exemplo, você pode escolher otimizar a conferência de itens em estoque ou aumentar o monitoramento dos equipamentos no armazém, entre outros. Em seguida, simule como seriam os cenários na sua operação ao aplicar cada um dos modelos de etiqueta e faça uma escolha por eliminatória.

 2. Aplicabilidade

 
Depois de identificar qual modelo de etiqueta RFID faz mais sentido para o seu negócio, é hora de identificar os materiais que serão necessários para adaptar a sua operação para as mudanças. É importante, principalmente, levar em consideração elementos que possam prejudicar a boa execução desse sistema, jogando por água abaixo todo o investimento aplicado na tecnologia. Lembre-se que as etiquetas RFID são extremamente sensíveis a metais e água.

Outro ponto importante é analisar a melhor forma de colocação das etiquetas nos produtos e qual o modo de leitura que irá garantir máxima agilidade em todo o processo.

3. Execução e testes

 
Finalmente, todos os itens em estoque devem ser lidos e testados para observar como a tecnologia RFID irá se comportar em condições reais na sua empresa. Esse é o momento de analisar o que funciona bem ou o que pode prejudicar o desempenho do sistema de alguma forma.

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Tomada de decisão

 
Ainda existem alguns empecilhos para que as etiquetas RFID sejam adotadas e implementadas em larga escala. Talvez o principal deles seja o fato de que essa tecnologia, por mais que esteja se moldando a diversas realidades de negócio, ainda assim pode não ser a melhor opção para todos.

“Um ponto de atenção às etiquetas RFIDs é que elas não servem para todo e qualquer modelo de negócio e existem características específicas de uma empresa que justificam o uso desse tipo de solução”, explica o especialista de Operações da Mandaê, Felipe Galheigo.

Outro fator é o preço mais elevado por conta da necessidade de outros equipamentos e isso, pensando em um negócio que vende produtos de baixo retorno financeiro, acaba não sendo a melhor alternativa.

Para avaliar o uso dessa tecnologia em seu negócio, converse com gestores que utilizem esse equipamento e analise os custos gerais, facilidades e dificuldades.

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