E-commerce

O que são categorias de produtos e como criá-las?

Postado por Mandaê

Atualizado em janeiro 11, 2022 por Marcela Couto

As categorias de produtos são um fator crucial para o ranqueamento e a navegabilidade do seu site — com impacto, inclusive, nas suas vendas. Afinal, os consumidores querem encontrar rapidamente o que procuram quando acessam sua loja virtual.

Primeiro, você vai precisar definir a maneira como o conteúdo é representado no design de navegação do site e o impacto que isso tem no desempenho da sua loja online. Depois, sobra mais tempo para se concentrar na forma como você define suas categorias de produtos e como elas devem orientar a navegação dos visitantes.

Neste guia, vamos mostrar como criar categorias e subcategorias de produtos para deixar seu e-commerce mais organizado e aumentar suas vendas. Continue a leitura e aplique nossas dicas! 👀

O que são categorias de produtos

Categorias de produtos são classificações utilizadas para organizar os itens que você vende em sua loja virtual. Elas são distribuídas em categorias-mãe, que aparecem no menu principal do site, e subcategorias, que especificam melhor os tipos de produtos.

A função das categorias é garantir que os clientes encontrem com facilidade os produtos que procuram em seu site. Dentro do conceito de experiência do usuário, chamamos isso de navegabilidade — a simplicidade de localizar um conteúdo dentro de um site.

Assim, você deve criar categorias e subcategorias de produtos que guiem o visitante até o item desejado e estimulem a decisão de compra. Para isso, é importante entender o caminho que os consumidores fazem para encontrar um produto e oferecer múltiplas rotas para que cheguem até ele.

Quanto mais fácil a navegação dentro do seu catálogo de produtos, maior a chance de conseguir uma conversão!

Como criar categorias e subcategorias

Ao criar uma estrutura para categorias principais e subcategorias no seu site de vendas, considere os seguintes pontos:

1. Organização de categorias-mãe por relevância

As suas categorias de produtos mais importantes devem ocupar as posições principais no seu menu. Essas são as partes vistas em todas as páginas por onde o usuário passa em uma visita ao seu site.

Ainda assim, vale lembrar que, se você tem um produto que é o carro-chefe da sua loja virtual e vende muito mais do que os demais, talvez valha a pena criar uma categoria no menu principal só para ele.

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A loja da Levi’s, por exemplo, tem as categorias-mãe Homem e Mulher na loja virtual, mas também reconhece que os seus modelos de jeans 501 e 511 são peças icônicas e merecem destaque como duas categorias adicionais.

2. Menos é mais

De acordo com uma pesquisa feita pela Orbit Media, seu site não pode ter mais do que sete categorias de raiz. Em parte, isso se deve às práticas de SEO (Search Engine Optimization, ou Otimização para Mecanismos de Busca), porque dessa maneira é mais fácil ter maior autoridade em cada página e conquistar um posicionamento melhor no Google.

Mas, explorando mais fundo, a recomendação também tem a ver com o universo cognitivo humano: nossa memória de curto prazo só armazena entre cinco e nove estímulos por vez. Ou seja, é preciso limitar o número de categorias para garantir que o usuário se lembre de cada uma delas e consiga navegar com mais fluidez em seu site.

O site do Meu Móvel de Madeira (abaixo), por exemplo, preferiu se manter com cinco categorias. Os demais sites, em geral, utilizam sete categorias e mais uma extra, que geralmente é “Outlet” ou “Promoções”.

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3. Sobre as subcategorias

Para as subcategorias, naturalmente esse número será superior a sete. Ainda assim, é importante manter a simplicidade para satisfazer as necessidades do seu usuário, sem exageros.

Sempre que fizer sentido, liste as subcategorias abaixo da maior quantidade possível de categorias-mãe. Isso vai permitir que os clientes façam múltiplas rotas para chegar aos produtos desejados, ao invés de terem um único caminho para encontrar o que procuram.

Por exemplo, no site da Dafiti, abaixo, se procurássemos por um vestido, o mesmo produto poderia ser exibido nas subcategorias “Novidades”, “Roupas” ou “Promoções”. Repare também na organização: as novidades e promoções são subcategorias de cada categoria-mãe. Mas os clientes que preferem comprar por marca também podem usar o menu “Marcas”, à direita.

Nomeação de categorias de produtos e SEO

Nomear as suas categorias de produtos é importante por duas razões. Em primeiro lugar, porque diz às pessoas, em uma passada rápida de olhos, um pouco sobre o seu portfólio de produtos – a partir daí, o usuário pode decidir ir mais fundo no seu site. Em segundo lugar, os nomes das categorias também têm participação nos seus esforços em SEO.

Por essa razão, você deve ser claro, funcional e usar termos populares para descrever os produtos. Por exemplo, “Leggings” poderia ser um filtro da categoria “Calças”.

Depois, você pode criar um menu lateral para os usuários filtrarem os produtos que desejam exibir – então você só precisará colocar “legging” no nome do produto para que seja encontrado nos filtros e em termos de pesquisa dentro do site, e não mais na categoria.

Lembrando que as páginas de categoria não são um espaço para promover sua marca, mas para facilitar a navegação. A regra básica é que o cliente não deve ter que clicar em uma categoria simplesmente por curiosidade, para saber o que está lá.

Repare nas categorias de produtos do site da Oppa: todos os produtos conseguem ser abrangidos em apenas seis categorias-mãe.

Uma vez que você criou e nomeou suas categorias, considere também a maneira como você as posiciona para o usuário. Um menu principal e as categorias em menus de dropdown (aqueles que são exibidos quando você passa o mouse ou clica sobre eles) são opções interessantes para e-commerces.

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Agora que já sabe tudo sobre o layout das suas categorias de produtos, vamos dar um passeio pelas páginas individuais de produtos e os elementos capazes de otimizá-las.

Experiência do usuário

O design da sua página vai depender da sua marca e do que você vende. Mas aqui vão algumas dicas práticas bastante comuns e úteis para a maioria dos e-commerces:

1. O visitante precisa saber onde está

Deixe claro para o visitante em que página ele está. Muitas vezes, o usuário chega até uma categoria vindo de um anúncio ou do Google, por exemplo. Nesse caso, ele precisa enxergar o caminho até a página atual e visualizar as outras categorias.

Imagine que ele pesquisou “Livros didáticos”, encontrou o que precisava, mas queria dar uma olhada nos romances. Se o seu site tivesse uma navegação ruim, ele provavelmente sairia da loja sem comprar o livro que precisa e sem o que queria comprar.

Também é importante dar dicas sobre a parte do site na qual o usuário está. Isso pode incluir banners inspiradores que ocupam toda a largura da página ou o destaque de múltiplos itens para mostrar variedade e a categoria de produtos, sempre mantendo a página relevante.

Vamos supor que, no verão, o seu e-commerce de moda fez uma curadoria dos produtos mais vendidos em uma landing page. Nesse caso, as imagens dos banners podem (e devem) ser acompanhadas de um título descritivo que detalha o tipo de produto que será encontrado na página. Isso também conta em termos de SEO e deve ser, portanto, otimizado.

Abaixo, veja a página de uma campanha da Westwing. No cabeçalho da página, os breadcrumbs (recursos usados para localizar o usuário na página) indicam o caminho que o usuário fez e opções de volta à página anterior: <Voltar | Campanhas Atuais > Punto Mobile.

Em seguida o banner do cabeçalho faz uma descrição dos tipos de produtos que serão encontrados naquela página. Repare que o título exibe o nome da categoria (Punto Mobile) e uma breve descrição do que o usuário encontra na página.

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Para criar seus banners de cabeçalho de categoria, use uma imagem grande e inspiradora e um texto de suporte que sinalize onde o usuário está e o que vai encontrar.

2. Organize seus produtos

As colunas são o layout mais usado no e-commerce, com uma média de três itens por linha, embora a regra possa variar de acordo com o tipo de produtos que a sua loja vende. No site da Kanui, por exemplo, as linhas exibem apenas três produtos.

Mas, para produtos cuja compra exija mais ponderação, vale propor uma organização diferente. A compra de tecnologia é, em geral, caracterizada pela necessidade de pesquisar mais antes de fechar a compra. Por isso, a Dell organiza os seus produtos usando 4 itens por linha e, abaixo da foto, oferece as principais características do produto. Acima, repare na opção “comparar” – nesse tipo de compra, a comparação é um fator decisivo.

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Filtros nas categorias de produtos

Uma das questões primordiais nas páginas de categoria de produto é o número de itens dentro de cada uma. Uma lista de rolagem infinita, por exemplo, pode não ser interessante para um comprador que não tenha tempo de rolar até o fim.

Isso explica por que disponibilizar filtros em seu site é tão importante. Aqui vão algumas dicas para fazer isso da maneira correta:

1. Onde colocar filtros no seu site

A barra lateral foi um padrão por muito tempo e permanece sendo usada por muitos sites. No entanto, estudos do Baymard Institute encontraram algumas oportunidades em explorar os filtros na parte superior da página, já que os usuários se concentram, geralmente, nessa parte ao invés de olhar para a esquerda.

No exemplo abaixo, o site da Dafiti concentra o seu filtro de tamanho dos calçados na barra superior:

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Ainda assim, se você preferir fazer como a maioria dos sites e usar a barra lateral, lembre-se de fazer um bom planejamento dos filtros para evitar que o usuário abandone o seu site ou o carrinho. Filtros com caixas de seleção se mostram bastante eficientes porque vão direto ao ponto e são de fácil entendimento.

Um menu de ferramentas que combine tanto os filtros quanto a ordenação dos produtos ajuda a solucionar todos os problemas e também permite fotos de produtos maiores.

Mesmo assim, por conta da limitação das dimensões da página, essa abordagem funciona bem para lojas que originalmente têm poucos filtros. Já o menu à esquerda é o preferido da maioria dos sites. Veja a loja virtual da Puket abaixo:

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2. Que filtros usar

Se existem muitas maneiras de categorizar seus produtos, é provável que você precise ter muitos filtros para atender às demandas dos seus consumidores. Vamos supor que sua loja venda computadores.

Um consumidor pode procurar por um modelo “bonito” (filtro por cor). Um designer pode buscar uma placa de vídeo e memória boas e um executivo quer alto desempenho e durabilidade de bateria. Um estudante prefere um notebook pequeno.

Todos esses tipos de compradores diferentes representam filtros diferentes. Você precisa saber, então, como é o comportamento do seu consumidor na hora de criar as classificações.

Mais do que ninguém, os seus clientes usam os seus filtros para saber o que pode ser melhor para eles e o que estão inclinados a comprar. Por exemplo, se você descobrisse, por meio de uma análise de visitas por página, que os seus consumidores preferem camisetas de manga comprida, talvez fosse útil adicionar um filtro exclusivo para o tamanho da manga.

A Dafiti, por exemplo, sabe que as suas consumidoras conhecem diferentes modelos de botas. No menu lateral à esquerda, a primeira opção de filtragem é o modelo. Isso não acontece à toa, já que existem análises por trás dessa ordem de filtros.

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E mais: se o seu e-commerce é sensível à sazonalidade, vale a pena adicionar filtros temporários exclusivos para essas épocas.

Por exemplo, se você tem uma loja de barracas de camping e sabe que os consumidores procuram mais por esses produtos no verão, durante as férias, talvez valha a pena adicionar um filtro (ou até subcategoria) “Férias” ao seu site.

Essa subcategoria pode conter uma seleção de produtos da temporada, tais como: barraca, colchão inflável, saco de dormir, churrasqueira portátil e produtos de camping.

Organização

Na última etapa falaremos sobre a disposição e exibição dos produtos, complementar aos filtros. Uma vez que os usuários já sabem o que querem ver, agora é a hora de saber como eles querem ver esses resultados. Confira:

1. Exibição padrão

Na maioria dos e-commerces, o tipo mais usado para ordenar a exibição dos produtos usa critérios como preço, popularidade e avaliação. Esse tipo de ordenação dos produtos já facilita – e muito — a navegação do usuário.

2. Exibição personalizada

Mas se você quer ir além e oferecer uma experiência diferente, então a ordenação dinâmica dos produtos poderia ser uma saída: ela ajusta automaticamente a ordem dos produtos para cada usuário, com base nas suas pesquisas e compras anteriores e no que colocou no carrinho.

Por exemplo: se um usuário fez uma pesquisa por uma marca específica, a exibição personalizada pode mostrar produtos dessa marca nas primeiras posições para todas as pesquisas que ele fizer no site.

Personalização

Já dissemos que o número de itens de uma categoria pode ser um dos principais problemas a enfrentar no e-commerce, certo? Como vimos, as opções de filtro e exibição podem resolver essa questão. Mas essas opções só têm validade se o cliente já sabe o que procura. E se ele pudesse descobrir novos interesses enquanto compra? As recomendações de produtos automáticas podem ser uma resposta.

A personalização pode ser feita para cada usuário: se for um usuário recorrente que tenha feito diferentes pesquisas, as sugestões de produtos são personalizadas para os seus interesses. Mas a loja também pode optar por destacar os produtos mais vendidos ou mostrar uma seleção de itens do tipo “Quem comprou esse produto também comprou…”.

Os recursos de personalização geralmente requerem investimento e são recomendados para sites que já têm certo volume de visitas e representatividade nas pesquisas. De fato, eles podem aumentar a taxa de conversão sem necessidade de banners ou calls to action espalhados pelo site. Veja abaixo um exemplo de personalização retirado do site da Amazon:

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Opções de paginação

A maneira como você mostra os seus produtos ao longo de um número de páginas também é muito relevante na organização do site. Existem três tipos de paginação do seu conteúdo:

1. Rolagem infinita

A rolagem infinita expõe todos os produtos na página da categoria, à medida que o usuário desce a tela. Essa forma de exibir os resultados encoraja a busca e expõe o usuário a mais itens.

No entanto, as análises de alguns sites mostram que, em alguns casos, os usuários passam mais tempo rolando a barra do que fazendo uma escolha, já que o foco em produtos individuais é reduzido. Isso significa que eles têm o engajamento reduzido com cada item e, consequentemente, as chances de venda podem diminuir.

2. Paginação

A paginação, por outro lado, pode deixar a compra truncada e os usuários frustrados, embora seja útil para os casos em que o consumidor sabe em que página estava o produto e pode voltar atrás para encontrá-lo nas suas pesquisas.

3. Carregar mais produtos

De acordo com os testes de usabilidade, o uso do botão “Carregar mais” fica no meio termo entre paginação e rolagem infinita e pode ser a solução para esse impasse.

Aliado à opção de “carregamento preguiçoso”, que carrega os produtos, mas só os exibe à medida que o usuário faz a rolagem, essa opção pode ser bastante interessante para melhorar o tempo de carregamento do site.

Dica: se você não optar pela paginação, dê aos compradores a opção de selecionar a quantidade de itens que veem em cada página – isso coloca o poder nas mãos de quem compra e resolve perfeitamente os problemas de carregamento das páginas, já que o usuário sabe que ele selecionou visualizar X produtos.

Lembre-se também de incluir os números de páginas, assim fica mais fácil retornar à visualização de um produto posteriormente.

Informações do produto

As principais informações do produto podem ser cruciais para despertar o interesse dos usuários que navegam entre diferentes abas. Uma página de categoria de produto, naturalmente, terá muitas opções disputando a atenção do usuário.

Nesse ponto, há uma linha tênue entre exagerar e deixar de dar as informações que o cliente precisa. Por outro lado, depende de você escolher quais dados são cruciais para os seus produtos – mas há alguns padrões que podem ser trabalhados. Veja algumas dicas para acertar a mão nessa parte:

1. Lembre-se de usar palavras-chave

Suponha o seguinte caminho até o seu produto: Feminino > Calças > Legging preta.

Nesse caso, categoria, subcategoria e filtros levaram o usuário a ver apenas as opções de calças legging pretas.

Para configurar os filtros e fazer com que encontrem os produtos que você deseja, as keywords (palavras-chave) são essenciais – e elas também ajudam a ranquear o site e localizar o usuário. Por isso, capriche na escolha do nome dos produtos.

2. Seja direto na descrição dos produtos

A descrição não é um espaço para fazer propaganda, do tipo “Linda calça preta com detalhes em courino. Compre já!”. Aqui, o visitante da sua loja virtual vai querer saber mais sobre as características do produto: nome, tipo de tecido, recomendações de uso são alguns exemplos.

3. Organize as informações visualmente

Por fim, é importante que as descrições dos produtos sejam diagramadas de forma que o visitante consiga identificar facilmente as características que procura. Para isso, você pode usar listas e tabelas com todos os dados que os consumidores buscam.

Esse ponto merece atenção especial para produtos com descrições longas e muitas especificações técnicas, que podem se tornar cansativas para o cliente.

Agora que já sabe tudo sobre como organizar as categorias de produtos do seu site, comece já a criar as suas e melhore a experiência do seu usuário!

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