Fim do e-Sedex: Correios anunciam descontinuidade do serviço

fim-do-e-sedex
 
Com o fim do e-Sedex oficializado no dia 19 de junho de 2017, muitos lojistas e consumidores já sentem impactos significativos.

Segundo o vice-presidente da ABComm em matéria veiculada pelo Portal G1, 60% da carga transportada pelos Correios são referentes a entregas de e-commerce, parcela afetada pelo encerramento do serviço. Ainda de acordo com o G1, o mínimo do encarecimento do frete relatado por diversos lojistas parte da casa dos 30%, podendo chegar a 50%, como afirmado em matéria da Rede Bandeirantes.

Diante desse cenário, os empreendedores se veem em uma encruzilhada: ou arcam com os custos do aumento do frete ou repassam esse valor para os clientes finais e correm o risco de verem suas vendas despencarem. Para solucionar esse impasse, muitos têm buscado alternativas econômicas para o e-Sedex – mostramos as principais no fim deste post.
 

Entenda o fim do e-Sedex

 
O primeiro anúncio dos Correios informou que o e-Sedex seria encerrado em 1º de janeiro de 2017.

Neste período, a estatal informou que não haveria renegociação ou formalização de contratos com o serviço e-Sedex, independentemente do estágio de negociação, e todos os processos que atualmente estavam em análise seriam devolvidos. Os contratos comerciais que continham e-Sedex deveriam ser ajustados com a exclusão do serviço até o dia 31 de dezembro de 2016.

Além disso, a partir de 1º de janeiro de 2017 não seriam mais aceitas postagens de encomendas por meio desse serviço, mesmo as que tivessem incluídas anteriormente em Pré-Lista de Postagem (PLP).


 
Confira abaixo o primeiro comunicado na íntegra:
 
correios_fim_esedex_mandae
 

Fique por dentro da liminar que quase cancelou o fim do e-Sedex

 
No dia 15 de dezembro de 2016, o Tribunal Regional Federal concedeu uma liminar revogando o fim do e-Sedex. A ação foi solicitada pela Associação Brasileira de Franquias Postais.

Apesar de a notícia ter dado um vislumbre de esperança ao setor de vendas virtuais – o maior impactado por essa decisão –, o advogado Guilherme Henrique Martins Santos alertou que varejistas online não deveriam esperar mudanças. “A liminar é frágil, depende simplesmente do Conselho de Administração assinar o documento. Se acontecer amanhã, essa liminar cai amanhã. Está sustentada em uma questão meramente formal”, explicou o sócio do Brudniewski & Martins Advogados e Diretor de Assuntos Tributários da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

E, de fato, essa liminar não foi suficiente para evitar a descontinuidade do serviço.

No dia 14 de junho de 2017, os Correios divulgaram um memorando endereçado aos chefes dos departamentos da empresa anunciando a descontinuidade do serviço a partir de 19 de junho de 2017.

O comunicado informou que foram tomadas as providências judiciais cabíveis em relação à ação movida pela Associação Brasileira de Franquias Postais (Abrapost), que solicitou à Justiça Federal a revogação do fim do e-Sedex, anunciado em novembro de 2016. Também orientou os funcionários da estatal a realizarem a comunicação imediata aos clientes sobre a exclusão dos códigos do serviço. Confira detalhes desse comunicado dos Correios.
 

Alternativas econômicas para o fim do e-Sedex

 
Atualmente, pequenos e médios lojistas já encontram alternativas para o e-Sedex. Confira abaixo:
 

1. Transportadoras privadas

 
Analise se é viável ao seu negócio optar por serviços privados de entrega. Mas, leve em consideração que a maioria das transportadoras privadas no mercado só realiza contrato com e-commerces que têm um volume muito alto de encomendas por mês.

O preço não é o único fator que tem impacto na sua decisão. Também existem outros pontos-chave que devem ser considerados, como abrangência de regiões de entrega, a distância entre a unidade de distribuição da transportadora e o local de onde quer enviar seus produtos, qual é a cobertura do seguro das cargas e quais são as regras de gerenciamento de riscos, como a transportadora se comporta em aumentos de pico sazonais, regulamentação jurídica, reputação, cláusulas de contrato e volume de envios.

Diante disso, é preciso fazer uma pesquisa minuciosa para escolher aquela que atende às regiões dos seus clientes e que oferece o prazo de entrega ideal para o seu negócio.

+ Tenha acesso às melhores transportadoras do país de maneira descomplicada e com preços acessíveis
 

2. Motoboys e bikers

 
No caso de entregas locais, para quem vende muito para uma determinada região, vale considerar alternativas como motoboys, bikers e eventualmente uma frota própria ou soluções de aplicativos de entregas colaborativas.
 

3. Contar com parceiros logísticos

 
Para ter mais tranquilidade e enviar os seus produtos de forma rápida, segura e com o menor custo, o empreendedor pode contar com a Mandaê. A empresa de logística para e-commerce mantém um sistema de alta tecnologia que possibilita ao PME enviar seus produtos utilizando as melhores transportadoras privadas do país, antes disponíveis apenas para grandes lojas virtuais.

Após a encomenda ser retirada por um colaborador da empresa, a Mandaê envia o produto com a transportadora que oferecer o melhor nível de serviço de acordo com a região do destinatário e o prazo de entrega escolhido. O empreendedor ainda conta com planos diversificados, ou seja, para cada perfil de e-commerce há um serviço que se encaixa perfeitamente com as suas necessidades.

Por que os Correios optaram pelo fim do e-Sedex?

 
De acordo com os Correios, o encerramento do serviço faz parte da nova política comercial da empresa, que passa por uma grave crise financeira.

O desencadeamento de mudanças na companhia começou em março de 2016, quando anunciaram o fechamento de diversas agências aos sábados, o corte de custos de caráter administrativo e até a sua entrada no mercado de telefonia móvel.

Depois, a estatal recebeu autorização do Ministério do Planejamento para iniciar um programa de demissões voluntárias (PDV).

Em agosto anunciaram que as entregas do PAC passariam a contar com prazo estimado e não seriam mais realizadas indenizações por atraso nessa modalidade. Mas, após a repercussão negativa no mercado, os Correios voltaram atrás.

Diversos cortes de serviços dos Correios já ocorreram, novas medidas foram tomadas e o propósito é sempre o mesmo: o de buscar o equilíbrio financeiro.
 
+ Nova tabela dos Correios: entenda o que muda
 

O que é e-Sedex

 
O e-Sedex era o serviço de encomenda expressa dos Correios para produtos adquiridos por meio do comércio eletrônico, ou seja, somente e-commerces que tinham contrato com a estatal podiam utilizá-lo.
 

Preço do e-Sedex

 
O preço do e-Sedex era semelhante ao de uma encomenda convencional (variando conforme o peso e as localidades de origem e destino da remessa), mas tinha exatamente os mesmos prazos de entrega do Sedex normal. O que diferia era a área de cobertura restrita a algumas cidades e o limite de até 15 quilos para a postagem dos objetos.

 
Agora que você já sabe tudo o que envolve o fim do e-Sedex, conte para a gente: o encerramento desse serviço impactou o seu negócio? Deixe um comentário!

[Conteúdo atualizado em 06 de julho de 2017]

  • EDILA PEREIRA DA SILVA

    Gente isso vai impactar mesmo!! me deu até um frio na barriga, eu só trabalho com o E-SEDEX do elo 7… :(

    • polansk

      Edila você trabalha com elo e eles trabalham com os Correios que tem um envio e-sedex porém os correios podem ter outros e nada vai mudar.

      • Diogo A. S.

        Como nada vai mudar? claro que vai mudar, vai encarecer e muito na casa de 30% os fretes, vai levar os clientes dela para os grandes e-commerces, cliente quer preço e prazo, pac não tem prazo fixo mais para entrega ou seja, podem entregar quando quiserem, o cliente não quer isso, e sedex normal é bem mais caro, pensando em itens baratos significa que o frete ficará muitas vezes mais caro que o proprio produto, num mercado onde frete grátis é o que o cliente quer, isso vai trazer sim resultados bem ruins, aos pequenos.

      • Bruno

        Oi? Tudo bem? Marte chamando…

  • Os Correios vão perder mercado em e-commerce, indo na contramão da tendência de consumo e logística de compras.

  • Bom momento para as transportadoras!

    • Diogo A. S.

      apenas para as grandes e capitais, cidades pequenas jamais serão atendidas na maneira necessária, o mercado passa a ser injusto com pequenos produtores e comércios de cidades menores, evidentemente as transportadoras elevarão preços.

      • thiago

        Ideia que o estado sempre tem que cuidar da gente, coisa de midia, que é contra iniciativa privada e sempre diz que as estatais ajudam o povo, porém sempre é o pior serviço por um preço elevado!

        • Dig

          ninguem disse em estado cuidar de ninguem, sou mente livre amiguinho, seu cerebro esta sendo lavado e vc nem percebe, falo em questões mais amplas, o correios esta quebrado por outros motivos, mas usa algo bom como álibi o e-sedex é sim lucrativo a eles, porém o interesse é outro, o interesse em repassar a parte lucrativa para as empresas é grande, porque será? o estado não defende interesses de cada individuo como pensa, ele trabalha em prol de interesses de meia duzia e fará isso com privatizações, acho legal privatizar, mas tem que ser bem feito, pensado e analisado para um mercado de disputa saudável não dessa maneira impensada que favorece meia duzia.

          • E vc acha q no início os Correios entregavam em cidadezinhas? Não! Com o tempo foi melhorando e depois começaram a entregar em todo Brasil. A mesma coisa vai acontecer com a iniciativa privada, mas como estamos em um processo de globalização rapidissimo com certeza não vai demorar muito para q entreguem em todo quanto do Brasil.

          • Wando

            Sou a favor da iniciativa privada, a discussão nem é essa, sou a favor, mas a questão principal é que estão loteando coisas boas por interesse de pequenos grupos, muito dinheiro vai rolar na mão de político com essas ações, participe do real mercado depois vc pensa melhor, se empresas privadas fossem a solução do Brasil as grandes construtoras não estariam envolvidas nessa maracutaia toda que estamos vendo, o mercado deve ser livre, mas de maneira justa e imparcial, algo impossível de se ocorrer numa economia como a nossa, pois a desonestidade está enraizada e políticos não querem se preocupar com isso, apenas com o que entra nos próprios bolsos.

          • Mesmo assim é bem melhor ter várias empresas do que uma que monopoliza tudo. Se fosse seguir sua lógica os Correios tbm tá nessa de corrupção. E o pior, os serviços de entregas às vezes nem funcionam, pois o próprios funcionários roubam mercadorias que deveriam ser entregues. Sem falar nos fretes exorbitantes e na demora de entregas vindas do exterior que chegam em dois dias ao Brasil, mas ficam paradas 30 numa filial qualquer dos Correios. Sou mil vezes mais empresas privadas concorrendo do que uma que quase monopoliza tudo.

  • Bruno

    O maior tiro no pé que os Correios poderiam dar. Ao invés de enxugar a sua estrutura, ao inves de rever seus processos, decide mexer em fonte de receita… Acabou pros Correios, vão perder o mercado mais promissor que há.

  • thiago

    Acaba o fim do monopólio abre a empresa privada que com certeza teremos frete mais barato que e-sedex, mas como o brasil sempre quer cabides de emprego a mídia divulga que privatizar é ruim, porém as estatais nunca funcionam!

  • jose carlos fernandes Bevilacq

    Que regresso! Assim como ocorreu e ocorre em outras estatais, era só acabar com a corrupção que não fecharia no prejuízo. Simples.

  • Taty Nader

    Na certa, tem dedo do governo por trás, INfelizmente… Não duvido nada!

  • Pingback: Justiça concede liminar que pode cancelar fim do e-Sedex - Blog da Mandaê()

  • Pingback: Alternativas ao e-Sedex: veja as dicas de especialistas()

  • Pingback: Frete dos Correios pode aumentar com crise da estatal - Blog da Mandaê()

  • Pingback: Sedex: tudo o que você precisa saber sobre esse serviço | Blog da Mandaê()

  • Pingback: Nova tabela dos Correios: entenda o que muda | Blog da Mandaê()