Lições incríveis de inovação em logística da Amazon para seu e-commerce

Inovação em logística da Amazon: lições incríveis para o seu negócio
O ritmo crescente da Amazon é extraordinário. Grande parte desse mérito se dá pela inovação em logística da empresa.

Não é apenas o investimento em estratégias desse segmento que tem feito a organização alavancar, mas sim a aposta em mudanças que atendam às preferências do consumidor, principalmente nos quesitos agilidade e qualidade.

Inovação em logística Amazon

A Amazon está cada vez mais presente no comércio eletrônico e sua inovação logística vem transformando a forma de fazer entregas.

Mas nem sempre foi assim, no começo a empresa enfrentou dificuldades com o setor logístico. Agora, superada essa fase e em ritmo crescente de expansão, tem muito a ensinar com suas experiências e mostra que muitas conquistas são possíveis quando pensamos grande.
Veja a seguir o case de logística da Amazon para entender como a sua empresa também pode ser um grande e-commerce a partir do investimento nesse setor.

A logística da Amazon nem sempre foi um exemplo de inovação

 

Inovação logística

A Amazon foi uma das primeiras grandes empresas a vender produtos pela Internet. Fundada por Jeff Bezos, em 1994, teve sua inauguração em 1995. Sua história é uma das mais icônicas no meio comercial.

A empresa começou de forma modesta como uma livraria virtual e em 1990 foi ampliando seu negócio para vendas de filmes, eletrônicos, jogos e brinquedos.

Sobreviveu a onda do comércio eletrônico nos anos 2000 e 2001, dominou a dinâmica complexa da sua própria rede de distribuição e expandiu os negócios, passando a vender programas de computador, joias, roupas, acessórios, artigos esportivos, peças automotivas e mais uma relação de categorias sem fim.

Mas à medida que a empresa ia crescendo, também aumentavam os problemas, principalmente com as operações logísticas devido às demandas e à falta de estrutura que conseguisse acompanhar o ritmo das vendas.

Nos centros de distribuição, o caos se originava pelas frequentes quedas do sistema que podiam fazer parar o funcionamento das operações por horas, resultando em pilhas de produtos espalhados pelo chão e ignorados pelos funcionários.

Foi quando seu fundador, Jeff Bezos, começou a pensar em investimento para o setor logístico e logo percebeu que a empresa dependia de um sistema caro, pouco confiável e que exigia um fluxo de funcionários todo final de ano para conseguir dar conta de tudo, sem falhas. Era uma verdadeira bagunça, longe de ser uma inovação logística.

“Era muito parecido com o que o Walmart fazia com todos seus centros de distribuição, o que funcionava muito bem se você quisesse despachar cinco mil rolos de papel higiênico. Mas era inadequado para pedidos pequenos”, diz Jeff Wilke, anteriormente vice-presidente sênior de negócios de consumo da Amazon e atualmente CEO da Worldwide Consumer, no livro A loja de tudo: Jeff Bezos e a Era da Amazon, de Brad Stone.

Jeff Wilke começou, então, a preencher cargos do setor logístico com cientistas e engenheiros em vez de veteranos da distribuição do varejo. Ele literalmente fez uma lista das pessoas mais inteligentes que conhecia e as contratou.

Wilke percebeu que a Amazon tinha um problema inusitado no setor de distribuição: era extremamente impossível para eles planejarem com antecedência cada encomenda a ser despachada. Um consumidor podia pedir um livro, um DVD e mais algumas ferramentas –  embalados para presentes ou não – e essa exata combinação de pedido podia nunca mais se repetir. Havia um número infinito de possibilidades.

Alguma coisa precisava ser feita


Inovação em logística: Amazon

Nos primeiros dois anos, Wilke e sua equipe definiram dezenas de indicadores logísticos e ele ordenou que seus gerentes gerais os identificassem com cuidado, inclusive quantos pedidos eram despachados, o custo por unidade de embalagem e o envio de cada centro de distribuição.

Em meados de 2000 os sistemas software dos centros de distribuição da Amazon ainda eram ineficazes, não rastreavam com exatidão o processo de todas as encomendas, por isso Wilke passou a fazer uma sequência de teleconferências com todos os postos para saber como iam os processos.

Isso é só um pouco do ponto de partida da Amazon. Depois de muita improvisação, foram implementadas várias estratégias para organizar aquilo que antes era uma confusão e se tornar referência no comércio eletrônico.

Inovação logística para e-commerce

Como mostra o vídeo acima, hoje a Amazon é um gigante do e-commerce.

Veja a seguir algumas das ideias de inovação em logística que a Amazon apostou para dar a volta por cima e que podem servir como exemplo para o seu negócio.

Logística da Amazon: seguindo os exemplos de inovação da empresa

inovação logística Amazon

Ser independente

Inovação logística Amazon

Logística é um aspecto operacional importante para empresas de comércio eletrônico como a Amazon. Até 2013, a empresa dependia fortemente de transportadoras como a United Parcel Service (UPS) e FedEx (FDX) para entregar as mercadorias aos clientes. No entanto, a Amazon foi criticada por numerosos atrasos na entrega durante as temporadas de férias e anunciou que esses atrasos eram decorrentes das empresas que faziam os envios.

Desde então, a Amazon tem experimentado outras opções logísticas, a fim de reduzir a dependência da UPS e FedEx. Além de providenciar a sua própria frota de caminhões, também criou centros de triagem mais perto dos consumidores, o que ajuda no controle das entregas até a última milha.

Os impactos gerados por atraso na entrega de um produto podem acarretar diversos problemas para uma empresa, por isso, a saída é estar sempre um passo à frente da concorrência, oferecendo menores prazos de entrega e garantindo a perfeita execução delas.

Para empresas menores, obviamente ter uma frota própria de transporte não é uma alternativa viável, mas se prevenir e garantir não só uma, mas algumas boas opções para as entregas já é um bom começo. Claro, sempre avaliando o que melhor se encaixa na estrutura do seu negócio.

Pensando grande

inovação logística_formas de envio

Em um esforço para oferecer entregas mais rápidas aos clientes, a Amazon fez parcerias com empresas de transporte aéreo. Com isso, a varejista mostrou que fala sério sobre sua ambição de inovação em logística.

A empresa também tem experimentado outros meios de transporte, como táxis, bicicletas e até mesmo drones. Começou a usar caminhões de entrega privadas, serviços de frete marítimo, e construiu um número crescente de armazéns para abrigar o inventário e manipular os envios.

A empresa acredita que outros meios de entrega de produtos são uma estratégia importante para atender as crescentes demandas de seu negócio.

Redução no prazo de entrega logístico da Amazon

Amazon Prime

Inovação em logística da Amazon: redução no prazo de entrega

A Amazon conseguiu um forte crescimento no segmento internacional. Fez melhorias significativas e a taxa de crescimento da receita ano a ano continuaram a melhorar de -2% no ano passado para 24% este ano.

Falta pouco para a empresa atingir a perfeição na arte de surpreender os consumidores instantaneamente, já que vem reduzindo gradativamente o tempo de entrega dos produtos vendidos. Como atributo a esse sucesso, sua estratégia mais poderosa foi o programa Prime.

O serviço transformou clientes em verdadeiros viciados na Amazon, empolgados por receberem o pedido dois dias depois da compra. A princípio, com o custo exorbitante dos envios expressos, a empresa perdeu dinheiro com a conta Prime. Mas aos poucos foram aprimorando o serviço, juntando vários itens de um único consumidor em uma única caixa, o que representava economia no transporte e uma redução de dois dígitos por envio ao ano.

As assinaturas Prime cresceram 51% no ano passado. Por uma assinatura anual de US$ 99 nos Estados Unidos, os assinantes têm acesso a músicas em formato stream, conteúdo em vídeo original e armazenagem ilimitada de fotos. O Prime Now oferece entregas em até duas horas para assinantes localizados nas grandes cidades.

Um retorno interessante disso foi que assinantes do Amazon Prime tendem a ser mais leais com a marca. Segundo o Jornal Folha de São Paulo, 80% dos clientes que assinaram o serviço no lançamento (2005) continuam sendo clientes da Amazon.

Recentemente a empresa inovou ainda mais, oferecendo aos clientes Prime um dispositivo conectado ao Wifi, chamado Dash Button, por US$ 4,99. Ao ser fixado em aparelhos de sua preferência, como uma cafeteira ou máquina de lavar roupas, o dispositivo permite a compra para reposição de seus respectivos produtos com apenas um toque. O vídeo a seguir mostra como funciona na prática:

Amazon Fresh

O futuro das compras, segundo a Amazon, será: “O que você quiser, na hora em que quiser, onde quiser, com a rapidez que quiser”. É o que prova outro serviço da empresa, o Amazon Fresh, que oferece entregas no mesmo dia. Obviamente os custos do transporte entram em cheque nesse processo, sem contar os obstáculos aos quais ficam sujeitos.

É muito mais fácil despachar caminhões cheios de encomendas do que garantir o transporte de uma única encomenda, pois, se o volume de frete e a frequência de entregas não compensarem os custos de combustível e de tempo, a última milha ficará cara demais.

Apesar dos aspectos negativos ao arriscar uma manobra como essa, a Amazon conseguiu expandir as entregas de alimentos, abrindo assim novas oportunidades de vendas, já que ela espera transformar os clientes mensais em semanais e assim por diante, e é isso que vai gerar o volume de pedidos que compensará o investimento em entregas no mesmo dia.

Além disso, a Amazon tem chamado a atenção de outras empresas como uma alternativa de transporte, inclusive a varejista já oferece entregas para seus parceiros comerciais, que representam mais de 40% de suas vendas.

Não é preciso ser referência em inovação logística para se destacar

 

Sua empresa não precisa ser referência de inovação logística e transporte, mas o exemplo de logística da Amazon mostra que um olhar mais atento a esse segmento e algumas mudanças no processo de envios dos produtos podem acarretar diversos benefícios para o negócio.

É essa concepção que varejistas de lojas físicas e virtuais, grandes e pequenos, precisam levar em consideração. Enquanto isso, a Amazon cresce cada vez mais.

Você tem alguma dica de inovação logística para compartilhar? Comente aqui em baixo!

Leia também:

+ Logística para e-commerce: guia completo para uma gestão eficaz

  • Vitor

    Bianca, obrigado pelo case. Muito legal. Poderia me tirar uma dúvida? Se fossemos montar uma cadeia de suprimentos da Amazon, como você faria esse antes e depois? Entendo que, pelo menos em parte, a Amazon verticalizou o processo logístico investindo em uma frota própria.

    • Oi, Vitor! Fico feliz que tenha gostado do conteúdo!

      Ao avaliar a construção de uma cadeia de suprimentos e abastecimento todos deveriam buscar obstinadamente a eficiência operacional interna e de seus parceiros, de modo que cada ponto de melhoria no processo se converta em menores custos de execução e isto seja revertido para melhores preços, que é a missão da Amazon.
      A verticalização operacional, incluindo ter frota própria, fez parte desse modelo numa linha bastante usada pela Amazon, de ter o controle total das partes críticas de seu processo. Havendo uma oferta de serviços por outros com a eficiência e custos que a Amazon de fato deseja, eventualmente a terceirização seria mais ampla, mas o controle que a empresa busca ter e sua obstinação por eficiência, levou ela a adotar o modelo in-house para algumas de suas operações mais críticas.
      Replicar isto é um grande desafio, considerando os custos elevados. De qualquer forma, as demais lições, principalmente de estar sempre melhorando e sendo mais eficiente, são valiosas para que o resultado seja mais vendas e clientes mais felizes.

      Abraços!