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Como vender no Google Shopping em 6 passos

Postado por Mandaê

Atualizado em dezembro 2, 2021 por Agencia Chili

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Você sabe o que é Google Shopping? Se não sabe, está na hora de saber. E, se já sabe, é hora de aprender a configurar e a padronizar títulos e descrições dos seus produtos para ranquear nas primeiras posições e vender no Google Shopping. A configuração e manutenção é feita em apenas cinco passos. Conheça a ferramenta e saia à frente da concorrência!

O que é Google Shopping

Google Shopping é uma plataforma criada pelo Google. Ao buscar por um produto, o Google pode reconhecer o tipo de busca e sugerir resultados do Shopping ou o usuário pode ir diretamente para a aba “Shopping” no buscador. Veja abaixo:

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A compra não é feita diretamente no site, ou seja, o Google Shopping não é um marketplace e não integra meios de pagamento. É apenas uma plataforma para anunciar seus produtos com auxílio de imagens. Também torna a escolha mais fácil, já que os produtos são exibidos sem que o usuário precise carregar o site.

Como funciona o Google Shopping

Ao escolher um produto e clicar no site do anunciante, o usuário é automaticamente redirecionado para a página de produto. A vantagem é que o visitante já chega ao site qualificado para a compra – foi ele quem procurou o termo e clicou no seu anúncio.

Justamente pelo fato de não fazer distinção entre anunciantes, vender no Google Shopping pode ser uma alternativa aos e-commerces de todos os portes e segmentos. Enquanto os anúncios de texto priorizam o pagamento pelas palavras-chave para exibição nos primeiros resultados com base na lei da oferta e demanda, os critérios de exibição dos anúncios do Shopping envolvem majoritariamente SEO.

A diferenciação estará no produto e no preço. Para ranquear entre as primeiras posições, basta inserir os seus produtos na plataforma de forma que o Google interprete e o coloque nas primeiras opções de busca pela ferramenta. A seguir, aprenda os principais macetes para posicionar seus produtos no Google Shopping.

Como vender no Google Shopping

A seguir, vamos passar pelas principais questões de ativação, configuração e monitoramento das ferramentas do Google Shopping para que o seu anúncio seja exibido entre os primeiros resultados, lado a lado com os gigantes do setor. Vender no Google Shopping é mais fácil do que se imagina!

A mecânica dos lances e pagamento é semelhante aos anúncios de texto: paga-se por palavra-chave. A diferença, no entanto, é a otimização do feed de produtos.

1. Ativação do usuário

Para começar a vender no Google Shopping, o gestor da loja virtual deve ter usuários ativos e o domínio verificado em outras duas ferramentas do Google:

Google Ads: usado para dar lances, monitorar resultados, definir palavras-chave e budget. Funciona como nas campanhas de anúncios de texto, aqueles resultados patrocinados que aparecem na primeira posição nos resultados de pesquisa.

Merchant Center: nesta ferramenta “moram” todas as informações dos seus produtos. O Merchant Center vai ser o espaço onde você irá fazer o upload de seus produtos, colocando informações como preço e disponibilidade, permitindo que os usuários tenham acesso ao seu inventário online.

Em seguida, você precisará linkar essas duas contas. Isso pode ser feito nas configurações do Merchant Center ou do Google Ads.

Talvez você já conheça o Google Ads e saiba suas funcionalidades. Mas o Merchant Center, plataforma que abriga o Google Shopping, guarda algumas peculiaridades que você precisa conhecer para colocar seus produtos nos primeiros resultados de uma busca do Shopping.

O primeiro deles é a questão de otimização do conteúdo. Confira abaixo como masterizar seus produtos para que sejam mostrados entre os primeiros resultados.

2. Configurar e masterizar o feed de produtos

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Título: escolha um título para o produto que possa ser identificado por quem fez a pesquisa. Não é permitido usar adjetivos como “Vestidinho lindo”. Pense sob a ótica de um comprador. Vestido Hering rosa ou Vestido Hering comprido listrado são algumas opções de título que dão oportunidade de o anúncio ser encontrado por quem faz a busca. Se você concorre com grandes players, aposte no conceito de cauda longa e use mais descrições no título do produto.

Descrição: não repita a sua palavra-chave (ou título) mais de uma vez ao longo da descrição para não ser penalizado pelo Google. Para facilitar a redação, pense em descrever o produto para uma pessoa que não possa vê-lo. Quais são as dimensões, o material usado, recomendações de uso? Faça uma descrição funcional, sem rodeios ou adjetivos.

Categorias de produto: o Google possui mais de 6 mil categorias de produtos. Para que você encontre a categoria mais adequada, o ideal é baixar a tabela de taxonomia e usar o comando Control + F para encontrar a categoria mais próxima ao seu produto.

Tipificação de produto: se você não conseguiu encontrar as categorias, outro caminho viável é usar os caminhos do seu site (breadcrumbs), separados pelo símbolo “>” para dar ao Google uma noção do que se trata. Por exemplo, Chevrolet > Caminhões > Acessórios > Peças de porta > Maçanetas. Com esse caminho, o Google entende que o seu produto, nesse caso, seria uma maçaneta de caminhão Chevrolet e o enquadraria na categoria mais adequada.

Imagem: um dos requisitos mais importantes para atrair cliques para os seus anúncios do Google Shopping. O Google pede que as imagens tenham, de preferência, fundo branco e não contenham texto, marca d’água ou logotipo da loja. Mas não se esqueça de que, além de cumprir esses requisitos, a imagem tem que ser atraente.

Preço: mais um fator importantíssimo para dispor seus anúncios na primeira página, especialmente se os seus compradores são sensíveis às oscilações de preço. Em determinadas categorias, esse é um dos fatores mais determinantes para geração de cliques nos seus anúncios do Google Shopping.

Marca: quando se trata de um revendedor de produtos multimarcas, especificar o fabricante também ajuda a otimizar o anúncio e a atrair visitantes mais qualificados para a sua loja virtual. Certifique-se de inserir a marca no título do seu produto caso ela seja relevante para os compradores.

Categorias de vestuário: feeds de produtos de moda são mais específicos e requerem mais informações. O Google tem uma guia a respeito na página do Merchant Center, mas trazemos aqui alguns pontos essenciais: cor, escala de tamanhos (europeia, americana, inglesa), faixa etária (recém-nascido, infantil, juvenil, adulto), tipos de tamanhos (maternidade, plus size, pequeno ou regular). O preenchimento dessas informações é crucial para ranquear o seu anúncio caso a sua loja virtual esteja no segmento de moda.

MPN e GTIN: são dois atributos que devem ser enviados junto com o seu feed de produtos. Embora não sejam obrigatórios, são responsáveis diretos pelo bom ranqueamento dos seus anúncios no Google Shopping. O MPN é o número da peça do fabricante e o GTIN é o número global de item comercial. Por exemplo, no Brasil é ISBN, no Japão é JAN, na Europa, EAN. Entre as dicas de como vender mais no Google Shopping, esse é um daqueles segredos que ninguém conta.

Impostos: os impostos já devem estar incluídos no preço final do seu produto para que sejam anunciados no Google Shopping. Se você não tem ideia precisa da participação dos impostos no preço, faça uma estimativa.

Frete: você pode especificar os seus custos de envio no Google Shopping usando atributos do produto, configurações do Merchant Center ou a combinação dessas duas técnicas. O Google Shopping só permite anúncios de lojas que enviem para todo o Brasil ou para a região definida para o anúncio.

Demais informações: você pode adicionar mais informações ao seu produto, como “pré-venda”, “em estoque” ou “indisponível”, embora seja útil apenas para a pré-venda. O usuário supõe que você tem o produto em estoque quando anuncia.

Rótulos personalizados: o uso dos rótulos é facultativo e não é um critério de ranqueamento. Sua utilização é recomendada para agrupar os produtos do seu site e verificar a performance no Google Ads em subcategorias sazonais como “Primavera-Verão”, “Férias” e “Mais vendidos”.

3. Dar lances no Google Ads

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Na plataforma, você pode transformar leads em vendas já no primeiro clique. E isso vale tanto para quem quer apenas fazer vendas pontuais quanto para vendedores que pretendem conquistar e reter clientes. É a sua meta que vai ditar o quão “agressivo” você pode ser nos seus lances e na sua abordagem para vender no Google Shopping.

Para dar lances no Google Ads, recomendamos uma fórmula que tem por base o seu custo de produção subtraído do CMV. Você também pode pular essa etapa se tiver o cálculo do mark-up dos seus produtos.

Em seguida, você deve multiplicar o resultado da conta anterior, que é a sua margem de lucro pela taxa de conversão. Esse vai ser o máximo que pagará por um clique. Agora, para transformar o seu CPC (custo por clique) em lance, o ideal é multiplicá-lo por um valor entre 0,4 e 0,75. O resultado será o seu lance inicial. Observar as fórmulas é autoexplicativo. Abaixo, você perceberá que não é tão complicado quanto parece:

» CMV – custo de produção = Margem de lucro
» Margem de lucro × Taxa de conversão = CPC Máximo
» CPC Máximo × (um valor entre 0,4 e 0,75) = Lance inicial

Vamos supor que o seu CMV seja R$ 200 e o custo de produção seja de R$ 100. De acordo com a primeira conta, a sua margem de lucro será de R$ 100.

» Margem de lucro = 200 – 100
» Margem de lucro = 100

Sabendo disso, agora você irá calcular a margem multiplicada pela sua taxa de conversão para descobrir o CPC (custo por clique) máximo. No nosso exemplo, a taxa de conversão é de um para cada 100 visitantes do site:

» CPC máximo = 100 x 0,01
» CPC máximo = R$ 1

Sabendo que o máximo que você poderá pagar por clique, levando em conta a sua margem de lucro, o próximo passo é multiplicar o CPC por um índice entre 0,4 e 0,75 – escolhemos o maior índice, 0,75. O resultado será o valor do seu lance inicial. Veja:

» Lance inicial = 1 x 0,75
» Lance inicial = R$ 0,75

4. Monitoramento e manutenção

Talvez você não consiga acertar seus lances de primeira. O ideal é checar o desempenho de cada anúncio de uma a três vezes por semana durante o primeiro mês. Nesse período, dá para ter uma noção mais precisa do investimento em publicidade.

Depois do primeiro mês, para inventários inferiores a 50 produtos, é recomendável que os anúncios sejam revistos e ajustados uma vez por semana. Para portfólios de produtos superiores a 50, não é necessário rever todas as semanas, mas fazer entre um e três ajustes mensais.

Segmentação de produtos

A segmentação é um pouquinho mais complicada, mas pode ajudar a otimizar a sua verba e redistribuí-la em promoções, queimas de estoque, lançamentos de coleções e períodos sazonais. Basta agrupar os produtos no Google Ads. Você poderá segmentá-los por marca, categoria, rótulo personalizado e tipo de produto.

Lances SKU

Dentro dos grupos que criou, você consegue usar o Google Ads para ver com mais precisão quais são as unidades de produto que tomam o seu orçamento e não rendem vendas. Pode ser um pouco mais trabalhoso segmentar seus produtos antes de fazer os lances, mas ter esse controle simplifica e economiza: você só vai manter anúncios em produtos que geram resultados.

5.Use as ferramentas certas

Google Keyword Planner

Nela, você consegue colocar algumas ideias e o Google vai dar uma sequência de sugestões de palavras-chave e volume de busca do que você pesquisou, além de uma média de CPC para anunciar na plataforma. Infelizmente, nem o volume de buscas nem o CPC são exatos, mas podem indicar uma média razoável. Essa ferramenta está disponível dentro do Google Ads.

SEMRush

O SEMRush oferece insights detalhados sobre uma keyword ou domínio específico, e pode ser utilizado por meio de planos gratuitos ou pagos. Nele, é possível realizar pesquisas por palavra-chave ou concorrência.

Pesquisa manual no Google

Pesquise as palavras-chave que você deseja usar em sua campanha. Veja quais são os resultados para vendas no Google Shopping e tome nota dos produtos da concorrência, preços, imagens e lojas virtuais que aparecem nos resultados.

Procure por produtos que retornem múltiplos resultados do mesmo vendedor, pois estes podem indicar anúncios bem otimizados ou falta de variedade do lojista, logo abrindo uma oportunidade para o seu e-commerce.

6. Relatórios

Embora não seja a parte mais adorada de vender no Google Shopping, os relatórios podem fornecer insights valiosos para o seu negócio. Um dos indicadores de performance mais indicado para avaliar suas campanhas do Google Shopping é relatório que pode ser retirado do Google Ads, em:

Dimensões > Visualizar > Shopping > Item ID.

Nesse caminho, você conseguirá visualizar quais são os seus lances que não tiveram impressões, quais foram os itens que tiveram muitas impressões e poucos cliques e produtos que tiveram muitos cliques e poucas conversões. Cada um desses resultados fornece dados precisos para o seu negócio, que dizem respeito aos seus lances, ao seu anúncio e até às características do seu site.

Outras ferramentas interessantes do Google Ads para descobrir mais sobre o desempenho dos seus anúncios são os relatórios de termos de busca e o relatório de desempenho de produtos.

Extras

Existem diversas funções secretas no Google Shopping dedicadas a incrementar a atratividade dos seus anúncios ou melhorar a sua experiência com o gerenciamento das campanhas. Você pode adicionar tags de promoção nos produtos agrupados no Google Ads, por exemplo, e até mostrar a porcentagem de desconto nos anúncios quando baixa o preço.

A vantagem de saber manejar todo esse processo é sair à frente. Embora seja uma ferramenta lançada há certo tempo, é só agora que os e-commerces estão voltando as atenções aos anúncios de Shopping do Google. Quanto mais cedo começar a anunciar, maiores são as chances de consolidar seu e-commerce frente a concorrência.

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