Frete dos Correios pode aumentar com crise da estatal


 
Para contornar sua maior crise financeira da história, na semana passada os Correios receberam autorização do Ministério do Planejamento para a abertura de um programa de demissões voluntárias (PDV), voltado para empregados com mais de 55 anos e tempo de serviço para solicitar aposentadoria. A medida faz parte de uma série de ações que vem sendo adotadas pela estatal, que encerrou 2016 com um novo prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões.

Segundo o UOL Economia, outra mudança para melhorar o caixa pode vir de uma possível “recomposição” das tarifas postais em fevereiro ou março deste ano, com reajuste de 5,83% por causa do represamento das tarifas em anos anteriores, quando não houve repasse integral da inflação.

Empreendedores de todo país já estão preocupados com um possível aumento no valor do frete dos Correios e os impactos disso na saúde financeira de seus negócios. De acordo com estimativas da ABComm, hoje o frete já impacta de 6% até 12% do valor pago pelos consumidores para um produto adquirido via e-commerce.

O aumento do frete, aliado ao iminente fim do e-Sedex, afetaria não só o bolso do cliente, mas principalmente pequenos e médios lojistas, que normalmente não têm alto volume de encomendas para negociar preços mais vantajosos com seus parceiros logísticos ou realizar contrato com transportadoras.
 

Alternativas para diminuir o impacto do valor do frete dos Correios

 
Diante de um possível aumento no valor do frete dos Correios, o mais recomendado é que empreendedores se antecipem às mudanças para organizar as finanças e alinhar o planejamento de vendas e operações. Confira as principais dicas:

  • Caso você tenha contrato com os Correios, procure um representante da agência franqueada e tente negociar melhores preços.
  • Revise as políticas de frete grátis e o preço cobrado no frete nas vendas online.
  • Combine o impacto do valor do frete com as margens obtidas em cada produto para minimizar o repasse ao consumidor. Isso pode evitar abandono de carrinho, desde que essa ação esteja alinhada com o plano financeiro de cada produto vendido
  • Se você vende muito para a região em que está localizado, pense em alternativas como motoboys, bikers e eventualmente uma frota própria ou soluções de aplicativos de entregas colaborativas.
  • Analise serviços privados de entrega, como transportadoras que cobrem regionalmente ou fracionalmente a distribuição de encomendas.
  • Busque soluções logísticas especializadas em atender lojas virtuais de uma forma mais ampla.

 
A Mandaê é uma empresa de logística que tem como principal objetivo oferecer aos pequenos e médios e-commerces a tranquilidade de enviarem os seus produtos de forma rápida, segura e com o menor custo. Os varejistas online podem contar com as modalidades Econômico, Normal, Rápido e escolher a que melhor atende às suas necessidades.

RÁPIDO – Frete:  $$$

NORMAL – Frete: $$

ECONÔMICO – Frete: $

 
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É o único serviço que permite que pequenos e médios e‑commerces enviem seus produtos com as melhores transportadoras privadas do país, além de oferecer planos que atendem as demandas dos mais diversos perfis de clientes.

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Entenda as implicações do prejuízo dos Correios

 
Para evitar fechar as contas no vermelho pelo terceiro ano consecutivo, os Correios têm realizado uma série de mudanças. A primeira foi em agosto de 2016, ao anunciar que as entregas do PAC passariam a contar com prazo estimado e não seriam mais realizadas indenizações por atraso nessa modalidade. No entanto, após a repercussão negativa no mercado, os Correios voltaram atrás e retornam a regra de prazo estipulado, incluindo as garantias e definições de forma alinhada com os serviços de Sedex e e-Sedex.

Três meses depois dessa notícia, a estatal anunciou que o e-Sedex seria descontinuado a partir do dia 1º de janeiro de 2017 e todos os contratos comerciais que contêm esse serviço seriam reajustados.

Por ser uma das principais modalidades de envio utilizadas por varejistas online em decorrência do preço reduzido e do prazo de entrega semelhante ao do Sedex tradicional, o anúncio causou impacto no mercado. Entidades do setor rapidamente se movimentaram e após uma ação solicitada pela Associação Brasileira de Franquias Postais (Abrapost), a Justiça obrigou os Correios a manterem o e-Sedex.

Apesar de a notícia ter dado um vislumbre de esperança a empreendedores, o advogado Guilherme Henrique Martins Santos, consultado pela Mandaê, recomenda que varejistas online não esperem grandes mudanças e já busquem soluções no mercado para evitar prejuízos em sua loja. “A liminar é frágil, depende simplesmente do Conselho de Administração assinar o documento. Se acontecer amanhã, essa liminar cai amanhã. Está sustentada em uma questão meramente formal”, explica o sócio do Brudniewski & Martins Advogados e Diretor de Assuntos Tributários da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Caso o e-Sedex realmente seja extinto, especialistas do setor estimam que o frete para e-commerce pode ficar até 30% mais caro neste ano.
 

 
 
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